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Osho e a terapia gestalt

março 11, 2007

“Qualquer coisa que você faça com consciência é superada e deixa de ser uma dor de cabeça. Qualquer coisa que você não viva conscientemente, torna-se uma dor de cabeça, pois você nunca a vive totalmente e algo fica incompleto. Quando algo fica incompleto, você tem de carregá-la, pois ela requer uma conclusão.
Você era criança e alguém quebrou o seu brinquedo: você estava chorando, a sua mãe consolou você e desviou a sua atenção para outra coisa. Ela lhe deu algumas balas, conversou sobre outras coisas, contou a você uma história e o distraiu. Você não parava de chorar e de se lamentar, mas acabou esquecendo. Isso ficou incompleto. Ainda está com você, e no dia em que alguém arrancar um brinquedo de você – pode ser qualquer brinquedo; pode ser uma namorada que alguém roube de você – você começa a chorar e se lamentar. A criança está ali novamente, incompleta. Também pode ser um cargo. Você é prefeito da cidade e alguém rouba de você o seu cargo, um brinquedo, e você chora e se lamenta.
Descubra… volte no passado e reviva a situação novamente, pois agora não há outro jeito. O passado não existe mais, portanto, se algo ficou sem conclusão, o único jeito é reviver isso mentalmente, retroceder no tempo.
Toda noite, faça questão de fazer uma retrospectiva durante uma hora, totalmente alerta, como se você estivesse vivendo toda a coisa novamente. Muitas coisas vão vir à tona e chamarão a sua atenção. Portanto, não tenha pressa, não se atenha apenas por alguns momentos a alguma coisa só para passar apressadamente para outra, pois isso criará mais uma vez incompletude. Não importa o que venha à tona, dê a isso toda a sua atenção. Viva a experiência de novo. E, quando eu digo “viva a experiência de novo” quero dizer exatamente isso; não basta se lembrar apenas, pois, quando você se lembra de uma coisa, você é um observador à distância; isso não ajuda. Reviva a experiência!
Você é criança outra vez. Não observe como se estivesse à distância, olhando para uma criança quando o seu brinquedo lhe é arrancado. Não! Seja a criança. Não fora da criança, dentro da criança – seja outra vez criança. Reviva o momento: alguém arranca de você o brinquedo, alguém o destrói e você começa a chorar – e chore! A sua mãe está tentando consolar você. Viva toda a situação outra vez, mas agora não deixe que nada distraia a sua atenção. Deixe que todo o processo se complete. Quando ele estiver completo, você de repente sentirá o coração mais leve, algo terá saido de você.”

Osho – O livro do viver e do morrer

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